2016-2017: UM MARCO NA MOVIMENTAÇÃO DOS LÍDERES NO CENÁRIO ORGANIZACIONAL

A temática liderança vem sendo alvo de discussões, fóruns de debates há algumas décadas. Observa-se, inicialmente, uma tendência a romancear o tema e a enfatizar que os novos líderes deveriam ser os “salvadores” das organizações, como se houvesse no indivíduo com aptidão para liderar uma aura que o torna mágico e capaz de solucionar os mais complexos problemas organizacionais, além de, tornar a menor das empresas na mais eficaz e lucrativa para o seu dono.

No entanto, a realidade das organizações e a quantidade de pesquisas que surgiram com a popularização do tema demonstraram que nem sempre o líder pode “salvar” a organização. Um líder deve apresentar competências fundamentais para acompanhar o movimento das organizações com foco na manutenção de seus recursos e elevação de seu status competitivo.

Mantendo a ideia de que o líder é parte determinante na condução nos rumos da organização, enfatiza-se uma maior perspectiva da importância às investigações sobre as pessoas que ocupam cargos da alta administração, analisando uma relação entre o perfil de líder tido como ideal e as atitudes de trabalho destes indivíduos frente ao real.

É possível abordar os líderes como indivíduos ativos, que mobilizam as pessoas para realizar trabalhos adaptativos, incentivando a aprendizagem rápida e a adoção de novos papéis, relacionamentos e valores.

Com um olhar voltado a essa premissa e ao desenvolvimento da competitividade pelas empresas, o líder deve se apresentar alfabetizado em economia, com visão sistêmica, capacidade e sensibilidade de interpretar o próximo, além de estar comprometido com a busca de soluções realistas para os problemas da empresa ou equipe que lidera.

Estar em um cargo de liderança não é o mesmo que ser um líder de alto de desempenho para que haja essa transformação é importante que se faça um mapeamento completo das competências dos candidatos à cargos de liderança, bem como aos líderes que que já ocupam cargos de responsabilidade junto à esquipes.

Esse mapeamento vem com o objetivo precípuo de identificar perfil de líder estrategicamente ideal para a empresa, bem como identificar competências à serem trabalhadas potencializando a ação, assertividade e realização deste no exercício da liderança.

Desenvolver líderes, na atualidade, vai muito além de cursos, workshops e treinamentos. Para que líderes venham se apresentar de forma eficaz e eficiente em sua mais elevada performance é necessário um acompanhamento contínuo. O exercício da liderança é bem descrito como um ciclo de melhoria contínua momento em que se faz o planejamento, execução, avaliação e ajustes para o desenvolvimento de suas equipes e organizações.

Com a necessidade emergente de se rever a estrutura organizacional das empresas frente a crise, muitos líderes tem passado por um processo de fusão de áreas. Essas fusões faz com que o trabalho seja redistribuído entres os que sobram, por vezes sem acréscimo salarial.

Espremer tarefas entre os diretores na mesma agenda, além de ser algo difícil do ponto de vista da administração do tempo é muito mais complexo frente as novas experiências que os mesmos tem que adquirir. Para que essa lacuna seja realizada de maneira menos conflitante e com mais assertividade a gestão de competências frente ao mapeamento e desenvolvimento das mesmas é a melhor solução para não se formar um gap temporal importante nas empresas que faça cair a competitividade e sua posição no cenário organizacional.

ATENÇÃO AO MOMENTO PRESENTE, E UM EXCELENTE FIM DE SEMANA!

Relembrei fortemente deste meu texto abaixo escrito em 2013, ao entrar ontem no elevador com minha vizinha, que estava com seu cãozinho no chão e ao me despedir dela no elevador, pedi que segurasse o cachorro, pois ele poderia sair no meu andar que não é o dela, e ela me disse – fique tranquila, ele não irá sequer na porta, pois ele sabe que não é nosso andar! E não foi mesmo!! E eu, quantas vezes desatenta, já não saí no andar errado…. #prapensar


Sobre uma – de tantas – sabedorias da Jú…
Tem poucas semanas, conheci uma pessoa interessantíssima.
Vou chamá-la aqui só de Jú porque é assim que a chamo. Ela tem uma experiência de vida bastante densa e cheia de histórias riquíssimas, mas a visão que ela tem da vida supera qualquer olhar mais atento de qualquer um de nós: ela perdeu a visão aos 5 anos nos dois olhos e à partir daí construiu uma vida completamente diferente daquela que conhecia até então… mas não é exatamente dela que quero abordar com este texto, mas sim, de como a vida mesmo transformada, não a impediu de enxergar suas escolhas.

Em uma das nossas conversas, ela me explicou que não é só a visão que vê, e que temos (todos nós, sem exceção) os outros sentidos que nos complementam em tudo, mas que fomos habituados a usar “só” a visão para percebermos a maioria das coisas.

O mundo em si é muito visual, e isso torna os outros sentidos mais preguiçosos e quase sem função, eu ousaria escrever. É preferível olhar a panela com arroz que ouvir o borbulhar da água. É mais fácil procurar por placas de “banheiro” que usar o olfato e o senso. O paladar então, são raríssimas as pessoas que se valem dele de forma ampla e extravagante. A vida parece que passa tão correndo em tantos aspectos, que “dar uma vista de olhos” parece bastar pra muita gente!

No dia seguinte desta conversa, tive que comparecer a uma escola bem grande, e ao tentar pedir informação daonde teria um banheiro mais próximo, me dei conta que todos estavam em sala de aula, e não tinha ninguém para me direcionar o sentido, ocasião em que me coloquei a lembrar da minha conversa com a Jú e fiz o experimento: fechei os olhos a ponto de me concentrar em mim e me coloquei a caminhar de olhos cerrados. É certo que tinha noção daonde estava e que inexistiam rampas ou escadarias, por isso “tomei coragem” e fui, sentindo brisa, cheiros, barulhos e por fim, depois de alguns bons passos, (através do odor daquela mistura de cheiros de material de limpeza, como também pelo ruído daquela peça hidráulica desregulada que mantem a porta fechada depois que passamos), achei o banheiro de olhos fechados, quase orgulhosa de mim por um feito tão banal.

Confesso aqui que me deu vontade de abrir meus olhos várias vezes mas insisti, pois a Jú disse que qualquer um conseguiria, e ela está certa. Somos tão ricos e com tantas capacidades múltiplas, que dá até vergonha não utilizá-las minimamente…

Fomos juntas também até a 25 de março, e ao passarmos na porta do metrô, ela me disse – aqui está a estação São Bento, e não pude deixar de exclamar: Oiiii??? Ela me pegou pelo cotovelo e voltamos para antes da entrada, e ela disse: perceba… Eu fechei os olhos e retomei a caminhada: o ar ao chegar perto da porta do metrô é mais denso, os barulhos são absurdamente peculiares ao local, além do leve tremor do piso com o trem chegando…

Pense nisso! E obrigada Jú, suas histórias acendem em mim um clarão de alegria e satisfação, acredite!

Um lindo fim de semana,

Ana Luiza

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” Clarice Lispector

DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM TCC NOTA 10! PAPEL DO TCC NA ALAVANCAGEM DE SUA CARREIRA

“Quando escolhi o tema para meu TCC busquei algo que fosse relevante e que tangenciasse algum GAP importante do mercado. Juntei então 3 pontos que ainda hoje são um desafio para a maioria das empresas:
1) Retenção de Talentos
2) Geração Y (super novidade até então)
3) Empresas de TI.
Foram meses de pesquisas, entrevistas, descobertas, levantamento e consolidação de dados até finalmente concluir o TCC. Alívio ao final? Não, definitivamente era apenas o começo. O maior ganho não foi a nota e nem a conclusão do curso, mas sim o conhecimento adquirido, tão importante, inovador e ainda hoje tão útil.
Comecei a ter uma visão mais assertiva e empática das pessoas, e consequentemente comecei a me destacar e ter melhores resultados nos meus projetos e na lida com meus stakeholders, o que me levou a algumas promoções na carreira. Este MBA foi um divisor de águas na minha carreira!”
[Depoimento de egressa orientada pela autora - Gerente de Projetos/PMO Senior para LATAM - Depoimento em 11/08/2016]

Profa. Dra. Ana Paula Arbache

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma escola de negócios tem o papel de promover o olhar mais cuidadoso e estratégico do discente, para os conhecimentos abordados no decorrer do curso, como também propiciar uma interlocução entre o cenário profissional vivido pelo mesmo.

Ao ministras por cerca de 10 anos a disciplina de Metodologia Científica e orientar discentes na elaboração de seus TCCs nos cursos de MBA de uma grande escola de negócios no Brasil, pauto os meus ensinamentos na chamada “ciência para o negócio”. Em rápidas palavras, o foco é promover a sinergia entre a pesquisa e o mercado e torna-las ágeis, para que possam responder com assertividade e presteza as demandas desse mercado, auxiliando as organizações e os profissionais. Grandes organizações utilizam esse conceito de ciência para o negócio, para promover movimentos inovadores em seus laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e alimentarem o mercado de inovação robusta e com maior resposta para o segmento que atuam.

O primeiro movimento que deve ser feito para realizar um TCC que seja realmente importante para abastecer o mercado é fazer uma leitura estratégica desse cenário. O que há de análise e indicadores que farão parte do mercado nos próximos anos. Conceitos e temas chaves hoje já fazem parte da realidade de grandes organizações como: robotização, desintermediação, agenda 2030 e Green Bonds, revolução 2.o, big data, agricultura 2.0, economia criativa, entre outros, que são tendências e irão instalar o movimento em torno de abertura de vagas para o mercado. Localize onde você gostaria de estar no mercado, após o termino do MBA.

Além pensar o TCC sob o viés acima, também posiciono o mesmo frente ao ciclo de vida de carreira do discente, tornando-o um botton de carreira. Este botton tem o papel de contribuir para a alavancagem da carreira do discente para o próximo passo de sua carreira, a intenção é gerar valor a partir do estudo realizado. Dessa maneira, o TCC será mais uma marca forte no ciclo de vida do profissional e irá contribuir para suportar uma meta de carreira estabelecida para o período pós-curso. (Leia os textos e a respeito do ciclo de vida de carreira em: arbache.com/blog).

Desta maneira, além do TCC estar coerente com cenário e com as tendências do mercado, também estará auxiliando na conquista da meta de carreira do discente. No entanto, é preciso também estar atento ao que a instituição e o curso delimitam como possível e mandatório para a elaboração do TCC. O tema deve ser coerente com os ensinamentos compartilhados no curso e o TCC deve seguir os padrões estabelecidos pela instituição. Não é possível elaborar um plano de marketing, se o MBA solicita um plano de projeto, ou elaborar um plano de negócios, se o MBA solicita um plano para implantação de uma área de recursos humanos. É necessário alinhar as suas expectativas e demandas, com as diretrizes estipuladas pela instituição.

Durante todos esses anos orientando TCCs, tenho a confirmação de egressos que souberam otimizar a feitura dos seus TCCs, com a alavancagem de suas carreiras. Portanto, confirmar que é possível realizar a escolha estratégica do tema de pesquisa e elaborar um TCC vigoroso, capaz de suportar uma meta de carreira.

LEIA TAMBÉM:

DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM TCC NOTA 10! A ESCOLHA DO TEMA E O CICLO DE VIDA DE CARREIRA.

Publicado em: “19 de setembro de 2016″

DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM TCC NOTA 10! A ESCOLHA DO TEMA E O CICLO DE VIDA DE CARREIRA.

Profa. Dra. Ana Paula Arbache

1. Estude o que o mercado está sinalizando para os próximos cinco anos. Faça uma análise preditiva e localize o seu segmento, a sua empresa e a sua área nessa análise. No caso de buscar uma nova área para investir a sua carreira, faça o mesmo exercício, leia o cenário futuro. Isto ajuda a enxergar o caminho das “vagas” e as tendências do mercado.

2. Identifique quais as disciplinas que constam na grade curricular do curso de MBA, e que você gostaria de obter maior conhecimento. Faça um levantamento dos conteúdos que possam agregar valor em seu conhecimento, para que você alinhe o que o mercado está indicando como demanda e o que você pode conhecer melhor para se preparar para o mercado. A identificação dos conteúdos e conceitos que farão parte do seu TCC, devem estar de acordo com os conteúdos abordados no curso de MBA. Use os conhecimentos compartilhados no curso como “ferramentas” para abastecer o seu TCC e o seu repertório como profissional. No entanto lembre-se, caso escolha um conteúdo o qual não tenha muita familiaridade, isto demandará de maior tempo de dedicação para pesquisa, portanto analise a factibilidade dessa escolha.

3. Localize quais os bottons de carreira são necessários, para você alcançar a sua meta de carreira. Identifique a fase a qual irá se encontrar ao terminar o seu MBA e localize-a no seu ciclo de vida de carreira. Em seguida, pesquisa em descritivos de vagas (daquelas que almeja estar ao terminar o curso), quais são os requisitos para a conquista da vaga desejada. Analise se possui os bottons necessários capaz de “dar fit” na vaga. O TCC pode ser um botton de carreira, agregando valor ao seu ciclo de vida de carreira. Um exemplo disso: Se eu quiser alcançar uma carreira internacional e estiver cursando um MBA na área de gerenciamento de projetos, posso fazer um TCC voltado para projetos multiculturais e realizar uma pesquisa de campo com gerentes de projetos que possuem essa experiência – dessa maneira, além de conhecer um pouco mais a respeito do fazer do gerente de projetos, também alargo o meu network conhecendo profissionais que possam fazer parte da minha rede profissional. Outro exemplo: Se estou cursando um MBA voltado para Gestão Estratégica de Recursos Humanos e quero fortalecer a minha imagem frente a empresas inovadoras, posso realizar um estudo de caso em startups abordando os desafios e contribuições dos sistemas de RH nesse cenário, ou mesmo realizando a implantação de um RH em uma dessas empresas. Para conhecer um pouco a respeito do ciclo de vida de carreira veja em Coaching e Aconselhamento de Carreira Executiva

4. Seja realista. A gestão do tempo é parte importante nessa caminhada. A escolha do tema e a elaboração do trabalho devem passar pelo crivo do tempo. É preciso quantificar as horas trabalho que serão demandadas, para que o prazo de entrega do TCC seja cumprido. Tudo deve “caber” dentro do período estipulado pela instituição, muitas vezes a elaboração do TCC inicia durante o período das aulas, dos trabalhos e das provas, ocorrendo “tudo ao mesmo tempo e agora”. Portanto, a factibilidade faz parte da tomada de decisão. Não adianta escolher um tema muito distante da sua realidade e não ter tempo para se debruçar sobre ele. Não adianta querer fazer um estudo de caso, se não tem autorização da empresa para publicar as informações coletadas. Não adianta fazer uma pesquisa de campo, se não tem acesso ao público que quer entrevistar e nem tempo para analisar os dados coletados. Tudo isso é importante no momento de decidir o tema de pesquisa.

5. Não se esqueça que é um trabalho científico, por isso o uso das Normas para trabalhos científicos, fazem parte da escritura do TCC. Elas existem e devem ser usadas para que o trabalho esteja em conformidade e não dê margem para o plágio. Use-as e deixe o TCC devidamente alinhado para a aprovação.

6. Siga as orientações e padrões estabelecidos pela Instituição onde está cursando o MBA. Muitas delas estabelecem padrões e templates próprios para a elaboração e aprovação do TCC.

7. Alinhe: mercado, conteúdos do curso, carreira, gestão de tempo e Normas para Trabalhos Científicos e padrões da instituição, essas variáveis que irão auxiliar você, para tomar decisões assertivas em torno da escolha do seu tema de TCC, bem como contribuir para a elaboração de um TCC nota 10!

Transformação de desafios em oportunidades de ouro

No mínimo é assim que posso definir o que o meu MBA contribuiu com minha vida profissional. Logo no inicio do curso já apareceu uma oportunidade de gerente de projetos em minha empresa, onde negociei com todas as minhas forças essa oportunidade que me renderia 30% do meu salario na época. Todas as áreas de aprendizado fizeram todo sentido para mim e com a escolha certa do TCC na área de aquisições de projetos, consegui atribuir bastante valor para empresa que trabalhava. A Instituição me proporcionou um verdadeiro arsenal de conhecimento. Com pouco tempo passado, meus gestores começaram a me endereçar projetos mais complexos. Tive a oportunidade para assumir o cargo de gerente do escritório de projetos de nossa empresa, como o PMO Manager na região de todas as Américas (Canadá, EUA, México, Brazil e América Latina em geral). Hoje moro em Duluth na Georgia – EUA com esposa e meu cachorro, temos aqui oportunidades que não estão limitadas aos feitos até o momento.
Na vida profissional sou um orgulhoso líder de uma grande equipe de Gerente de Projetos, Eng. de Projetos, onde juntos conduzimos projetos complexos e multimilionários em todas as Américas.
[Depoimento de egresso orientado pela autora - Depoimento em 12/08/1016]

DICAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM TCC NOTA 10! PAPEL DO TCC NA ALAVANCAGEM DE SUA CARREIRA

Publicado em: “22 de setembro de 2016″

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QUATRO ALINHAMENTOS NECESSÁRIOS…

Quatro alinhamentos necessários…


Ao acordar, tenho feito este exercício simples, mas não fácil – para todas as questões que tenho que avaliar:


(1) o que penso a respeito?
(2) o que falo a respeito é o mesmo que penso?
(3) e o que faço, está de acordo com o que penso e falo?
(4) e por final, o que sinto, está alinhado com os três itens anteriores?

Provavelmente tenhamos quase 50% (ou mais) de desvio de rota aqui em alguma dessas quatro questões, e ao nos habituarmos a fazermos essas perguntas simples todas as vezes, a cada dia que passar, nossa margem de desvio vai diminuindo, na mesma proporção que for aumentando a nossa credibilidade.
Comece se perguntando 3 vezes ao dia e vá aumentando até virar rotina. Vai perceber como temos trabalho pela frente. Trabalho diário, repetitivo, mas engrandecedor!

Excelente fim de semana!

Ana Luiza

UM PASSEIO PELO NEVOEIRO DO COACHING – PARTE 2

Marcos Bidart de Novaes
Doutor em Gestão Humana e Social em Organizações pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
Consultor em Desenvolvimento Humano e Professor em MBA´s da Fundação Getúlio Vargas
Sócio da Potenciar Consultores Associados
marcos@potenciar.com

Você que leu a primeira parte deste artigo sabe que paramos no momento em que prometíamos apresentar diferentes metodologias, técnicas e ferramentas e também, afirmar o que torna um processo de Coaching bem-sucedido. Então vamos lá.

Metodologias de Coaching

Você que quer logo as ferramentas, calma. Ainda estou falando de metodologias e não de ferramentas. Ferramenta, coisa tão desejada por profissionais de diversas áreas é outra coisa. Ferramenta é uma chave de fenda, que pode ser usada para apertar parafuso de carro, construir uma casa ou até abrir uma garrafa. O problema das ferramentas é que para quem só tem martelo todo problema é prego.

O que é uma metodologia então: “A metodologia refere-se a mais do que um simples conjunto de métodos, mas sim refere-se aos fundamentos e pressupostos filosóficos que fundamentam um estudo particular.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Metodologia

Ou seja, por trás de toda maneira de praticar Coaching existem diferentes pressupostos e paradigmas. Vamos abaixo elencar aqueles que apareceram durante nossa pesquisa colaborativa e outros que acrescentei. Para cada um uma rápida definição que aparece na internet e sua fonte, escolhidas pelo fato de fazerem um mínimo de sentido.

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…por trás de toda maneira de praticar Coaching existem diferentes pressupostos e paradigmas.

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Coaching Comportamental: O Coaching comportamental é um processo de aceleração de alcance de resultados onde são aplicados os princípios básicos da Ciência do Comportamento. Nesse processo, são utilizados conhecimentos e procedimentos para promover mudanças comportamentais, obter e sistematizar informações que servirão de base para avaliar resultados.

NeuroCoaching ™ : O NeuroCoaching é a junção das práticas do Coaching com o conhecimento da neuroanatomia. Através do NeuroCoaching é possível potencializar suas capacidades mentais e desenvolver novas habilidades neurológicas.

Coaching com PNL: A maioria dos sites que usa esta nomenclatura explica o que é Coaching e o que é PNL. Vale à pena ler

Coaching Integral Sistêmico: Processo de condução lógica e cognitiva que identifica inicialmente o Estado Atual através de uma completa, profunda e constante anamnese, depois busca identificar os objetivos e onde a pessoa /organização quer efetivamente chegar. Para então conhecendo os fatores impeditivos e facilitadores, traçar um completo plano de ação para levar o cliente do ponto inicial ao ponto desejado.

Coaching Ontológico : A “arte” de acompanhar a outros em um processo de aprendizagem que busca expandir o poder de ação, a efetividade e o bem-estar através da ampliação das interpretações que temos acerca de nós mesmos, dos outros e do mundo. Ou seja, de nossa particular maneira de habitar o mundo. O Coaching Ontológico se funda, entre outras correntes filosóficas, na Ontologia da Linguagem, que têm entre suas principais premissas que como seres humanos nos constituímos na linguagem e através dela. Entendemos que nós, seres humanos, damos sentido ao mundo por meio da linguagem, interpretamos a realidade e a nós mesmos, por meio da linguagem. Nossa história é um relato, uma história, e como tal podemos reinterpretá-la.

Coaching com Eneagrama: A maioria dos sites que usa esta nomenclatura explica o que é Coaching e o que é o Eneagrama, uma maneira milenar de ver o mundo. Vale à pena ler o site da instituição mais séria a meu ver sobre o assunto

Coaching Positivo: Baseado nos conceitos da Psicologia Positiva. Comprometida com o estudo científico das potencialidades humanas, a Psicologia Positiva agrega ao clássico papel curativo da Psicologia convencional, também um caráter preventivo, essencial quando pensamos em qualidade de vida e no desenvolvimento pleno do potencial humano. Esta propõe a mudança pessoal pela busca e intervenções de emoções positivas e o seu impacto no desempenho. O trabalho de Coaching é realizado a partir das forças pessoais, baseado também nos conceitos de Flow e Peak Performance.

Agora, as duas abordagens nas quais me especializei e às quais dou atenção especial:

Coaching Humanista: Poderosa abordagem baseada nos trabalhos de Carl Rogers e de sua teoria humanista e centrada na pessoa. Parte da premissa de que todos nós temos um potencial dentro à espera de ser revelada e que devemos colocar a serviço de atingir os nossos objetivos, sempre no respeito pela liberdade e consciência individual das pessoas. O Humanismo não aceita a ideia do ser humano como máquina ou animal, sujeito a processos de condicionamento pelo ambiente externo e por outras pessoas. O indivíduo pode e deve ter a influência sobre o meio, agindo sobre os estímulos externos para construir e organizar sua interação com seu externo. O coachee é respeitado com suas experiências e aprendizado e somente a partir de suas `construções` internas é que o aconselhador o auxilia na busca de insights que o libera para novas escolhas. Pauta-se sempre na comunicação do cliente, que é ‘trabalhada’ e na reflexão a respeito do conteúdo inserido neste universo. O método tem por objetivo permitir que o cliente tome consciência de suas ações repetitivas indesejáveis, desconstruindo padrões, tendo clareza de fatos e situações, buscando, com objetividade, ajudá-lo a construir o futuro por si desejado.

Coaching com Psicodrama: Metodologia que privilegio e sobre a qual tenho um livro escrito. O diferencial do Coaching com Psicodrama está na possibilidade de transformar a ação por meio de sua reflexão. A ação conectada ao pensar e ao sentir facilita viver os papéis e potencializa o Ser Humano nas suas relações consigo mesmo e com os outros. Ajuda o Coachee a perceber como as pessoas agem nas diferentes situações e identificar padrões de resposta, a detectar e potencializar as dinâmicas intra e interpessoais e desenvolver novas respostas adequadas, criativas e espontâneas. Propõe o desbloqueio e o desenvolvimento do indivíduo para atuar adequadamente diante de novas situações e, ter possibilidade de dar respostas novas a conhecidas situações.

Métodos usados no Coaching

Todas essas metodologias derivam em diferentes métodos que podem, no entanto, ser resumidos em: cognitivos, lúdicos e simbólicos. Ou seja, método que passam pelo pensamento, pelas emoções ou por significados ocultos para as pessoas. A meu ver os Coaches diferenciados usam os três métodos combinados, não limitando as sessões a conversas cognitivas.

Técnicas usadas no Coaching

Sei que você não aguentava mais. Chegamos finalmente às ferramentas. Estas podem ser formulários e questionários das mais diferentes linhas de assessment, jogos, leituras, filmes para discussão, story telling. Você esperou tanto para descobrir que vai precisar montar a sua própria caixa de ferramentas.

No Coaching com Psicodrama usamos além destas antes mencionadas, cenas, inversão de papéis e objetos intermediários. A proposta do Objeto Intermediário sugere a utilização de uma infinidade de materiais como música, papéis, figuras, desenhos, entre outros que aplicados sob uma diversidade de técnicas como desenhar, recortar, colar, imaginar, modelar, dentre outros, favorecem o envolvimento dos participantes, o aparecimento da comunicação (verbal e não verbal) e a expressão dos sentimentos.

Sugiro como complemento a este escrito a leitura do seguinte texto, em grande parte baseado em nosso curso de Coaching com Psicodrama: http://visagtalent.com.br/pdf/artigos/Coaching_com_psicodrama.pdf

O mais importante no Coaching

Uma vez esclarecido um pouco o nevoeiro que se criou em torno da palavra Coaching, vou revelar o mais importante. Há várias evidências científicas de que não é a metodologia aplicada que determina a qualidade de um projeto / processo de Coaching e sim o vínculo que se estabelece entre Coach e Coachee. Pretendo escrever sobre isso mais profundamente em outra oportunidade, mas, para finalizar deixo aqui em livre tradução um trecho de um artigo, cuja referência você encontra mais abaixo:

Em resumo , os resultados da pesquisa mostram que clientes de Coaching executivo percebem os comportamentos de seus Coaches como bons preditores de quão útil a experiência será, sem priorizar comportamentos específicos. Tem-se mostrado que uma ampla gama de técnicas são consideradas úteis. Não é a preferência , por conseguinte, uma técnica específica que faz a diferença , mas sim a capacidade de empregar muitas técnicas , para usá-las bem e no momento certo.
Nesta perspectiva, fatores gerais de todos os bons processos de Coaching, como a qualidade do relacionamento, a aliança de trabalho entre Coach e cliente, o sistema de apoio do cliente e a personalidade do Coach impactam mais na qualidade do processo do que comportamentos, técnicas ou modelos de Coaching.

Leia também:

UM PASSEIO PELO NEVOEIRO DO COACHING – PARTE 1

Artigo: Executive Coaching in practice: what determines helpfulness for clients of Coaching?
Autores: Erik de Haan, Vicki Culpin and Judy Curd. Ashridge Centre for Coaching, Ashridge Business School, Berkhamsted, UK
Publicado em: Personnel Review, Vol. 40 No. 1, 2011, pp. 24-44

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